Guemilut Chassadim (Parte 3)

Meditação sobre os atributos do caráter já estudados:

Como tem sido a sua prática da gratidão, zerizut (zelo, entusiasmo, agilidade),  alegria e força?

Midá da semana:

Hebraico: גְּמִילוּת חֲסָדִים  (Guemilut Chasadim) = Literalmente: “pagar com benevolência”, “recompensar com graças”. Também é compreendido como “dar benevolência” ou “conceder bondades”.

Reflexão: 

A Mishná, em Peá 1:1, nos ensina que gemilut chassadim é uma das coisas em que “não há medida fixada”, ou seja, você pode praticar ilimitadamente, não se aplicando o ditado popular de que “tudo em excesso faz mal”.

Este mesmo raciocínio foi tecido pelo Rabino Sha’ul em Gálatas 5 (Peshitta):

22 Mas os frutos da Ruach são: amor, alegria, shalom, longanimidade, espírito agradável, bondade, emuná,

23 humildade, paciência, sobre estes a Torá não amarra. 

A Torá “não amarra” os frutos da Ruach, isto é, não limita a sua prática. A ideia que o Rabino Sua’ul quer transmitir é a seguinte: já que a Torá não limita a prática dos frutos da Ruach, você tem o dever de praticá-los ao máximo!

De acordo com o Talmud (Shabat 127a), quem pratica gemilut chassadim desfrutará de frutos neste mundo, mas também gozará de seus frutos no Mundo Vindouro. Ou seja, a praticar gemilut chassadim nos dá satisfação e prazer neste mundo, mas também será contado no Mundo Vindouro em relação ao nosso julgamento perante o ETERNO, bem como em relação ao nosso galardão.

Aliás, já estudamos que, em Matay (Mt) 25:31-46, Yeshua descreve que haverá um julgamento final de acordo com a prática de guemilut chasadim.

Frase da semana: Eu sou ovelha e recompenso o próximo com graça

Prática: Procure oportunidades para expandir as suas atividades de ajuda ao próximo em todas as formas possíveis.

Anotações (diário): Anote suas observações pessoais acerca da prática deste ensinamento.

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